Exposição Coletiva de Finalistas da Universidade Lusófona
Com André Paulino | Andreia Fonseca | António Dias | Beatriz Banha | Beatriz Pilré | Björk Deboudt | Catarina Cruz | Daniela Couceiro | Duarte Costa | Giovanna Russo | Guilherme Bento | Isabel Dantas dos Reis | Lorenzo Quintas | Luce Bonandini | Luís Fernandes | Maria Judas | Maria Ramos | Mariana Sousa | Margarida Martins | Miguel Costa | Miguel Marquês | Neuza Leote | Pedro Ventura (P28/Manicómio) | Rafael Apolinário | Raquel Lucas | Raúl Rodrigues | Rúben Bajanca | Sara Godinho | Sofia Luz | Tiago Amorim | Valentina Flores
Curadoria: Hugo Barata | Luís Alegre | Orlando Franco | Paulo T. Silva | Rodrigo Tavarela Peixoto
Exposição nascida de uma parceria entre a Associação P28, o Delli Press e a Fo:RCE (Universidade Lusófona), partindo de um conjunto de processos criativos e metodológicos no âmbito das licenciaturas em Design de Comunicação e Fotografia e do curso de mestrado em Fotografia.
A iniciativa Residências visa dar visibilidade a novos autores, no contexto da arte contemporânea e junto do público em geral. Dando continuidade à anterior edição desta iniciativa (que, em 2022 acolheu o IADE – Creative University), Residências #2 sustentou-se em práticas de trabalho cooperativo, ao envolver os estudantes e os docentes dos referidos cursos no exercício de pensar o que uma exposição pode ser, concretizando as suas formas e conteúdos, e assumindo todas as etapas e tarefas desde o momento da conceção até à sua concretização.
O Tempo Enrola, Encaracola resultou num conjunto de trabalhos em diferentes meios, da fotografia ao vídeo, do livro de autor à instalação. Os trabalhos resultantes refletem sobre a possibilidade de as imagens nos falarem da passagem do tempo e do quotidiano, construindo um olhar múltiplo, que devolve caleidoscopicamente a inescapável contingência de sermos e estarmos no presente. Este conjunto plural de obras indicia que, a partir de estratégias como a produção fotográfica ou a constituição de arquivos de imagens, podemos situar-nos nessa linha do tempo, fazer parte dela, mas ao mesmo tempo olhá-la de fora.
A P28 é uma estrutura financiada pela República Portuguesa – Cultura/ Direção-Geral das Artes, no âmbito do Programa de Apoio Sustentado às Artes.





Estética do mundano e do reciclado na arte contemporânea angolana, moçambicana e cabo-verdiana
Com Ana Silva | Bento Oliveira | Cristiano Mangovo | Gonçalo Mabunda | Micaela Fikoff | Nelo Teixeira
Curadoria: Katherine Sirois
Vasculhar, recolher, armazenar, reimaginar, converter e montar. Estes são os principais exercícios realizados por artistas que trabalham quer a partir de resíduos, lixo e sucata, quer a partir de materiais simples e muitas vezes considerados sem valor. A matéria-prima destes trabalhos resulta de um processo de recolha em centros urbanos e nas periferias das grandes cidades, para capturar restos e resíduos, peças e partes atiradas para as ruas, em lotes vagos ou em lixeiras.
Questionando os conceitos de “valor” e “desperdício” e desafiando os excessos do consumo implacável, os artistas presentes nesta mostra valorizam matérias desgastadas, objetos obsoletos e descartados, simultaneamente prestando homenagem à modéstia dos mais humildes e vulgares artefactos da vida quotidiana.
Rescue Op propõe uma meditação sobre a convergência, nas artes visuais (mais especificamente na escultura, colagem e instalação), entre a indústria, o artefacto e a natureza. Numa relação ativa com as realidades materiais do nosso tempo, os artistas cultivam e transformam de forma lúdica e espirituosa objetos comuns em novos símbolos visuais e narrativos. Ao fazê-lo, reinterpretam de modos diversos o material que compõe as culturas visuais e sociais dos respetivos países, nativos e adotados: Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique e Portugal.
A P28 é uma estrutura financiada pela República Portuguesa – Cultura/ Direção-Geral das Artes, no âmbito do Programa de Apoio Sustentado às Artes.




Projeto de arte pública, criado e desenvolvido pela P28, que tem como objetivo manipular os suportes de publicidade (outdoors) em contexto urbano para serem alvos de manifestações de arte contemporânea.
Este conceito surge da necessidade de reabilitar e reavivar estes suportes que na sua génese foram concebidos para vários propósitos – por exemplo a publicidade e a propaganda política –, reorientando/ subvertendo a sua intenção original pelo aproveitamento das suas enormes potencialidades enquanto suporte de comunicação para as massas. Outdoors compreende a utilização deste meio publicitário exterior, placards modulares dispostos em lugares de grande visibilidade como por exemplo à beira das rodovias ou nas empenas de edifícios na cidade, em permanente exposição, 24 horas por dia.
Através de parcerias, quer com as autarquias, quer com a empresa de gestão de publicidade exterior JCDecaux, foi possível difundir, primeiro em Lisboa, depois também no Porto e em Faro, e por duas vezes (2012 e 2016), a excelência de um leque de artistas convidados, mostrando os seus trabalhos a uma larga franja da população portuguesa.
Edições
2012 OUTDOORS, LISBOA, PORTO, FARO: Adriana Varejão, Bedwyr Williams, Chitra Ganesh, Erwin Wurm, Gabriela Albergaria, Jesper Just, Jorge Molder, Leonid Tishkov, Luísa Cunha, Marcel van Eeden, Mário Feliciano, Miguel Palma, Paulo Mendes, Pedro Cabral Santo, Pedro Cabrita Reis, R2, Susana Anágua, Susanne Themlitz;
2016 OUTDOORS, LISBOA, PORTO, FARO: Gilbert & George, Jason Martin, Jeff Koons, Robert Morris, William Wegman.



Projeto emblemático da P28 de instalações artísticas com contentores marítimos em espaço público, que entre 2010 e 2022 contou com dez edições em múltiplos locais da cidade de Lisboa, além de uma dupla itinerância em 2012 por Guimarães – Capital Europeia da Cultura e pela Bienal de Liverpool. O programa envolveu diversos artistas relevantes do contexto português, além da participação de artistas internacionais como Bruce Nauman, Carlito Carvalhosa ou Roberto Huarcaya.
Contentores foi concebido para ter um papel dinamizador no acesso do público à arte contemporânea. Para tal, adotou um formato pouco convencional, por oposição aos equipamentos que esperam estaticamente pelo seu público, procurando contrariar e desmistificar a inacessibilidade da arte contemporânea.
Abraçando a proposta inerente à génese do conceito de arte pública, Contentores visou impactar um público-alvo que não frequenta habitualmente os espaços expositivos tradicionais, ou que o faz de forma mais frugal. Por outro lado, procurou igualmente alcançar, num novo formato, o público que já tem por hábito o contacto regular com estas manifestações culturais.
Deste modo, Contentores destaca-se não só pelo caráter insólito das estruturas estruturas que utiliza (de aparência monumental e oriundas de um contexto extra-artístico), mas sobretudo pela relevância dos artistas convidados e a qualidade das propostas exibidas. Ao serem apresentados enquanto dispositivos artísticos, os contentores marítimos ampliam as possibilidades da prática expositiva e deixam-se reinventar por ela, sem que por isso percam a sua identidade ou forma originais.
Edições
2010 | DOCAS DE ALCÂNTARA, LISBOA: Luísa Cunha e Bruce Nauman, Fernando Ribeiro, Pedro Cabrita Reis, Susanne Themlitz, R2, José Pedro Croft;
2011 | CENTRO CULTURAL DE BELÉM, LISBOA: Francisco Aires Mateus, Jorge Molder, Inês Amado e Sonia Boyce (c/ co-curadoria de Paul Goodwin), António Ole;
2012 | GUIMARÃES – CAPITAL EUROPEIA DA CULTURA: Carlito Carvalhosa
2012 | BIENAL DE LIVERPOOL TATE LIVERPOOL: Miguel Palma
2013 | TERREIRO DAS MISSAS, LISBOA: Alexandre Farto [Vhils] | Jorge Molder | Paulo Mendes | Pedro Cabral Santo | Pedro Cabrita Reis | Véronique Bourgoin
2014 | FUNDAÇÃO EDP, LISBOA: Gabriela Albergaria | Luísa Mota
2015 | FUNDAÇÃO EDP, LISBOA: António Bolota | João Seguro | Susana Gaudêncio
2016 | MARINA DE CASCAIS: Alexandre Alves Barata [Xana] | António Olaio
2017 | CENTRO CULTURAL DE BELÉM, LISBOA: Roberto Huarcaya
2019 | NOVO TERMINAL DE CRUZEIROS DE LISBOA: João Louro | Pedro Cabral Santo,
2022 | TERMINAL DE CONTENTORES DE SANTA APOLÓNIA, LISBOA: Luís Alegre
A P28 é uma estrutura financiada pela República Portuguesa – Cultura/ Direção-Geral das Artes, no âmbito do Programa de Apoio Sustentado às Artes.



A P28 dispõe desde 2012, em regime de cedência por parte do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa, de um espaço situado no Pavilhão 31 do referido complexo, com 300 m2 de área expositiva e 100m2 de área de escritório. A gestão, programação e produção das atividades aí realizadas é da exclusiva responsabilidade da P28.
A Galeria do Pavilhão 31 é a única galeria de projeto nacional que apresenta parcerias entre artistas profissionais e artistas residentes num ateliê integrado numa unidade de saúde mental. Este conceito programático procura desestigmatizar o artista com experiência de doença mental e contribuir para a sua valorização artística e pessoal, ao validar a obra de arte enquanto peça por si só. As parcerias entre artista profissional/artista residente produzem uma legitimidade capaz de originar convites para outras exposições ou propiciar a aquisição de obras dos artistas residentes no competitivo mercado do colecionismo, contribuindo para a sua inserção no circuito artístico.
Foi com base no reconhecimento crescentemente obtido junto da comunidade e do público que nomes como Jeff Koons, Emir Kusturica, Pedro Cabrita Reis, Jorge Molder, Eduardo Souto Moura ou Miguel Palma marcaram presença neste espaço, contribuindo para a afirmação de artistas até então desconhecidos, como Artur Moreira, Francisco Gromicho ou Anabela Soares.
Atualmente, a P28 mantém uma média anual de cinco a seis exposições na Galeria do Pavilhão 31 – nas quais participa sempre, sem exceção, pelo menos um artista residente do ateliê da P28 – além de outros projetos e eventos realizados fora do complexo hospitalar, por iniciativa própria ou por convite.
A P28 é uma estrutura financiada pela República Portuguesa – Cultura/ Direção-Geral das Artes, no âmbito do Programa de Apoio Sustentado às Artes.



Além de incursões esporádicas noutros pavilhões do Hospital Júlio de Matos, que acolheram exposições realizadas no âmbito do trabalho desenvolvido nos ateliês do hospital, uma programação artística mais regular começou por realizar-se no então devoluto Pavilhão 28, entretanto recuperado e integrado no Serviço Regional de Psiquiatria Forense.
Foi no Pavilhão 28 que, entre 2007 e 2010, ocorreram as primeiras grandes exposições promovidas por Sandro Resende e José Azevedo, em regime de curadoria própria ou co-curadoria, lançando os moldes do que viria a ser o trabalho futuro da Associação P28, e a crescente visibilidade fora dos muros do hospital dos artistas utentes do Hospital Júlio de Matos.
Ao trazer a comunidade artística para dentro do hospital, a P28 deu o primeiro passo na implementação de um conceito único em Portugal, lançando as bases para a sua propagação a todo o país e para uma desejada internacionalização. Para que isso pudesse acontecer, foi importante investigar a produção artística realizada em contexto hospitalar ou institucional de norte a sul do país, procurando perceber as suas motivações e dificuldades, trabalhar em parceria e fomentar a validação da sua exposição pública.




Homenagem a José Azevedo
Com Anabela Soares | António Costa | Artur Moreira | David Etxeberria | Duarte Amaral Netto | João Louro | Jorge Molder | Luís Alegre | Orlando Franco | Pedro Cabral Santo | Pedro Cabrita Reis | Pedro Ventura | Susana Anágua | Zé dos Castelos
Curadoria: Sandro Resende
A P28 deu início ao seu programa de 2023 com Caminho de Pé Posto – Homenagem a José Azevedo, uma exposição coletiva de homenagem a um dos membros fundadores da associação, recentemente falecido.
A esta exposição, e a convite de Sandro Resende, aderiram amigos do José. Os artistas da casa, Anabela Soares, António Costa, Artur Moreira, Pedro Ventura e Zé dos Castelos; e os artistas de “fora”, David Etxeberria, Duarte Amaral Netto, João Louro, Jorge Molder, Luís Alegre, Orlando Franco, Pedro Cabral Santo, Pedro Cabrita Reis e Susana Anágua.
Exposição de autores profundamente influenciados pelo José, para além de outros ilustres que com ele se cruzaram, Caminho de Pé Posto – Homenagem a José Azevedo surgiu da necessidade de honrar a memória de um dos fundadores da P28, relembrando o seu trabalho e, sobretudo, a sua personalidade incontornável, indissociável do percurso conjunto realizado até agora.





