Projeto em torno da noção de amor, nas suas múltiplas e muito diferentes expressões, Amor I Love You desdobra-se numa exposição coletiva, com inauguração a 11 de abril na Galeria do Pavilhão 31, e numa publicação, a lançar posteriormente.

Com curadoria de Margarida Brito Alves e Giulia Lamoni, este projeto promovido pela Associação P28 em parceria com a Stolen Books procura explorar a forma como as práticas artísticas contemporâneas têm vindo a reimaginar o amor não apenas numa perspetiva afetiva, mas também ética e política, contando para isso com o contributo de um conjunto de artistas, pondo em relação os seus diferentes olhares, registos, orientações e experiências.

Com efeito, e como propôs Alain Badiou (2009), o amor é um encontro entre subjetividades, um processo, uma construção, ou mesmo um trabalho que é feito através de um exercício de partilha. O amor é uma reinvenção da vida e precisa de ser constantemente reinventado, reinventando também o mundo em seu redor. Enquanto conexão em constante reformulação, o amor desafia-nos assim a pensar as nossas experiências através de um prisma relacional.

Tomando de empréstimo o título de uma música de Marisa Monte, Amor I Love You procura constituir-se como um contributo para pensar o amor enquanto força transformadora – força essa que pode operar nas mais diversas escalas: dos gestos mínimos do quotidiano às formas de relação que criamos, ou ao modo como vivemos em coletivo. Nesse sentido, as obras apresentadas na Galeria do Pavilhão 31 materializam diferentes possibilidades de explorar o potencial do que entendemos por amor, tendo em conta as suas singularidades e intensidades, mas também as suas tensões e dualidades. É, pois, a partir desta abertura que as obras percorrem territórios como a imaginação e a projeção; a fantasia e a idealização; o corpo e a sexualidade; o desejo e o prazer; o risco e a segurança; a força, a fragilidade e a resiliência; a dor, a tristeza e a desilusão; mas também a amizade, o cuidado ou a proximidade.

𝘈 𝘗𝟤𝟪 𝘦́ 𝘶𝘮𝘢 𝘦𝘴𝘵𝘳𝘶𝘵𝘶𝘳𝘢 𝘧𝘪𝘯𝘢𝘯𝘤𝘪𝘢𝘥𝘢 𝘱𝘦𝘭𝘢 𝘙𝘦𝘱𝘶́𝘣𝘭𝘪𝘤𝘢 𝘗𝘰𝘳𝘵𝘶𝘨𝘶𝘦𝘴𝘢 – 𝘊𝘶𝘭𝘵𝘶𝘳𝘢, 𝘑𝘶𝘷𝘦𝘯𝘵𝘶𝘥𝘦 𝘦 𝘋𝘦𝘴𝘱𝘰𝘳𝘵𝘰 / 𝘋𝘪𝘳𝘦𝘤̧𝘢̃𝘰-𝘎𝘦𝘳𝘢𝘭 𝘥𝘢𝘴 𝘈𝘳𝘵𝘦𝘴, 𝘯𝘰 𝘢̂𝘮𝘣𝘪𝘵𝘰 𝘥𝘰 𝘗𝘳𝘰𝘨𝘳𝘢𝘮𝘢 𝘥𝘦 𝘈𝘱𝘰𝘪𝘰 𝘚𝘶𝘴𝘵𝘦𝘯𝘵𝘢𝘥𝘰 𝘢̀𝘴 𝘈𝘳𝘵𝘦𝘴.

Com Filipe Cerqueira | Jorge Molder | Mónica de Miranda | Pedro Cabral Santo | Pedro Vaz

A partir do mês de fevereiro e durante todo o ano, outdoors em Braga, Coimbra, Faro, Lisboa e Porto acolhem Outdoor ’24, uma programação de arte pública que conta com a participação de uma dezena de artistas plásticos portugueses. Repartidos por dois semestres, Duarte Amaral Netto, Filipe Cerqueira, João Louro, Jorge Molder, José Luís Neto, José Pedro Croft, Mónica de Miranda, Pedro Cabral Santo, Pedro Vaz e a dupla Sara & André são os artistas participantes na edição de 2024 deste projeto.

Iniciado em 2012 em Lisboa e progressivamente alargado a todo o país, Outdoor é um projeto de arte pública contemporânea que utiliza suportes de publicidade de grandes dimensões em espaço urbano para apresentar arte contemporânea ao grande público. Ao mobilizar os meios associados à comunicação de massas, este evento assume um carácter generalista, gratuito e massivo para interpelar os visitantes na sua própria esfera, superando assim as barreiras que privam a generalidade dos cidadãos do contato e fruição artísticos.

Após uma primeira fase em contexto de edições pontuais, Outdoor assume-se agora como espaço de exposição continuado, com programação autónoma e específica. Enquanto estrutura de criação, a Associação P28 passa assim a dispor de um equipamento descentralizado para acolhimento e difusão das suas produções.

Na programação de Outdoor, sublinha-se a excelência dos artistas participantes, que garante uma diversidade de propostas e discursos capazes de dar resposta ao desafio de adotar um formato não convencional na arte pública contemporânea, sob uma vertente site specific.

A presente edição não escapa a esta regra. Este ciclo inicia-se simultaneamente em cinco das principais cidades do país, com um conjunto diverso de trabalhos da autoria de Filipe Cerqueira, Jorge Molder, Mónica de Miranda, Pedro Cabral Santo e Pedro Vaz, expostos em regime de rotatividade nos diferentes locais. Os restantes artistas integram a programação de Outdoor no segundo semestre do ano, que terá início em julho de 2024.

Localização dos painéis:
Painel no Largo Marquês de Angeja, Belém, Lisboa
Painel na Rua de Santos Pousada, Bonfim, Porto
Painel na Rua Frei José Vilaça (junto ao viaduto da CP), Braga
Painel na Rua Manuel Madeira (junto à Fábrica Triunfo), Coimbra
Painel na Avenida Calouste Gulbenkian (junto ao Centro de Reabilitação), Faro

A P28 é uma estrutura financiada pela República Portuguesa – Cultura/ Direção-Geral das Artes, no âmbito do Programa de Apoio Sustentado às Artes.

O artista Jorge Molder marca o arranque oficial do projeto Outdoor ’24, com Desvio, trabalho impresso em lona e instalado num painel publicitário de grandes dimensões. A obra estará patente de 1 a 29 de fevereiro no Largo Marquês de Angeja, à Avenida da Índia, junto ao Museu dos Coches, em Belém (Lisboa).

A P28 dá, assim, início à nova edição do projeto Outdoor, mantendo uma programação em permanência ao longo do ano em cinco cidades do país – Braga, Coimbra, Faro, Lisboa e Porto – de trabalhos de uma dezena de artistas portugueses. Outdoor é um projeto de arte pública contemporânea, desenvolvido pela P28 desde 2012, que consiste no uso de suportes de publicidade como alvo de manifestações artísticas. Em 2024, alarga a sua rede às cidades de Braga, Coimbra e Porto, dando ainda continuidade à programação em Faro e Lisboa, onde já contava com suportes próprios, cedidos pelas respetivas autarquias.

Em 2024, o projeto conta ainda com a participação, para além de Jorge Molder, de Duarte Amaral Netto, Filipe Cerqueira, João Louro, José Luís Neto, José Pedro Croft, Mónica de Miranda, Pedro Cabral Santo, Pedro Vaz e da dupla Sara & André. As obras dos dez artistas serão repartidas por dois semestres, em regime de rotatividade contínua pelas cinco cidades que acolhem o projeto.

Reabilitando e/ou capturando suportes que, na sua génese, foram concebidos para propósitos publicitários ou propagandísticos, Outdoor visa reorientar e subverter este seu propósito original, aproveitando as enormes potencialidades de comunicação de massas e a reprodutibilidade e ubiquidade do meio utilizado: um equipamento cuja natureza intrínseca visa alcançar de forma massiva, gratuita e generalista o grande público.

A P28 é uma estrutura financiada pela República Portuguesa – Cultura/ Direção-Geral das Artes, no âmbito do Programa de Apoio Sustentado às Artes.

Com Coisas Soltas e uma EntrevistaJorge Molder e Pedro Ventura, a P28 inaugura, no dia 1 de fevereiro pelas 18h, o seu programa de atividades para 2024. Com esta nova edição de Entrevista, dá-se continuidade a um projeto expositivo e editorial que consiste numa “troca de papéis” entre artista convidado e artistas do Ateliê de Artes Plásticas do Serviço de Reabilitação do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa.

Artista consagrado, Jorge Molder é sobejamente reconhecido pelo seu trabalho na área da fotografia e performance, com o qual explora questões de identidade e memória, entre outras. A sua prática artística inclui autorretratos (a que prefere chamar de autorrepresentações, devido à sua dimensão performativa) próximos do surreal, com os quais desafia fronteiras entre realidade e imaginação. Com exposições em todo o mundo, Molder contribui significativamente para o cenário artístico contemporâneo, destacando-se com a sua abordagem tanto idiossincrática quanto reflexiva.

Entrevista funciona como um “duplo projeto”, na medida em que apresenta a obra de artistas consagrados e opera no sentido da legitimação de artistas com experiência de doença mental, junto dos quais a P28 tem desenvolvido um trabalho continuado de formação e exposição desde 2001. Para estes momentos, que visam fomentar o contacto e a partilha entre artistas oriundos de contextos diversos, a P28 convida artistas já com um histórico de colaborações anteriores com a associação.

O contacto entre artistas com experiência de doença mental e artistas do meio da arte contemporânea, desde sempre no epicentro da atividade da Associação P28, teve um maior incremento nos últimos dez anos através do programa de exposições regulares na Galeria do Pavilhão 31 – que contam sempre, sem exceção, com a participação de um ou mais artistas residentes do ateliê da P28 no Pavilhão 31. Pelo projeto Entrevista já passaram, entre outros, António Olaio, Eduardo Souto Moura, João Tabarra, Jorge Molder, Miguel Palma, Pedro Cabral Santo ou Pedro Cabrita Reis, mas também nomes internacionais como Emir Kusturica, Jason Martin ou Jeff Koons, sendo inúmeras as trocas de experiências e os encontros improváveis propiciados por este projeto. Entrevista consolida e apresenta, tanto em exposição quanto em livro, a promoção destes encontros.

Neste contexto, é apresentado em Coisas Soltas e uma Entrevista um conjunto de trabalhos resultantes do histórico expositivo de Jorge Molder na P28, incluindo um projeto realizado em parceria com Pedro Ventura para a Stolen Books, em 2022. A instalação produzida por Pedro Ventura para esta exposição, Patos de Andrómeda, é resultado de uma visão e de uma apropriação muito pessoal do universo de Molder. Em sala anexa, projeta-se o vídeo Entrevista: Jorge Molder ao lado de Pedro Ventura, registo captado no âmbito da exposição Estranho Substituto, em 2018.

Esta apresentação contará com uma posterior publicação antológica do histórico de colaborações de Jorge Molder com a P28, à semelhança da já produzida sobre Pedro Cabrita Reis.

A P28 é uma estrutura financiada pela República Portuguesa – Cultura/ Direção-Geral das Artes, no âmbito do Programa de Apoio Sustentado às Artes.

Com artistas residentes do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa, CHUC – Hospital Psiquiátrico Sobral Cid, Centro Hospitalar Conde de Ferreira (Santa Casa da Misericórdia do Porto), Hospital Magalhães Lemos e do Instituto S. João de Deus (Casa de Saúde S. João de Deus e Casa de Saúde S. José)

Curadoria: P28 / Manicómio

O projeto Nós os Loucos visa a experimentação do desenho enquanto meio de construção de processos criativos dirigido a residentes de instituições de saúde mental nacionais, encarando o papel do artista enquanto veículo para o despertar da consciência criativa e de guia no caminho a percorrer pelos residentes destas instituições. Pretende-se, através de ferramentas inovadoras de desenho, facilitar o acesso a pessoas com doença mental à experimentação artística livre, proporcionando ações em diferentes contextos (hospitalar, em imersão, em residência e expositivo) que permitirão aos participantes desenvolverem o seu processo criativo, potenciando a sua expressividade. As diferentes ações pretendem alavancar, complementar e enriquecer a experiência artística dos participantes explorando visualmente o impacto da mudança de contexto.

A fase de intervenção artística em salas imersivas de desenho propositadamente criadas dentro de hospitais e instituições de saúde parceiras decorre com a participação de artistas-mediadores e com recurso a material da Viarco, de forma a criar uma rotina e uma relação de confiança com os participantes e o corpo clínico, com acompanhamento e supervisão de uma equipa do Manicómio e da Viarco.

A exposição retrospetiva que se apresenta na Galeria do Pavilhão 31 faz o balanço da primeira edição de Nós os Loucos, realizada em quatro centros psiquiátricos no Norte de Portugal – Centro Hospitalar Conde de Ferreira (Santa Casa da Misericórdia do Porto), Hospital Magalhães Lemos, no Porto, e duas unidades do Instituto S. João de Deus, em Areias de Vilar e Barcelos –, e da primeira fase da segunda edição, com trabalhos selecionados a partir das residências ocorridas em 2022/2023 no Hospital Psiquiátrico Sobral Cid, de Coimbra, e no Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa.

Além da parceria com a Viarco e as unidades de saúde referidas, a presente edição de Nós os Loucos é apoiada no âmbito do programa PARTIS & Art for Change, uma iniciativa conjunta da Fundação Gulbenkian e da Fundação “la Caixa”.

A P28 é uma estrutura financiada pela República Portuguesa – Cultura/ Direção-Geral das Artes, no âmbito do Programa de Apoio Sustentado às Artes.

com Jorge Molder | Pedro Ventura

Curadoria: Sandro Resende

Projeto expositivo e editorial que consiste numa “troca de papéis” entre artista convidado e artistas do Ateliê de Artes Plásticas do Serviço de Reabilitação do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa. Depois de Pedro Cabrita Reis, Jorge Molder é o nome que se segue.

No epicentro do trabalho desenvolvido pela P28 desde a sua fundação conta-se a promoção do contacto entre artistas com experiência de doença mental e artistas profissionais convidados. Esse contacto teve um maior incremento nos últimos dez anos através do programa de exposições regulares na Galeria do Pavilhão 31 – que contam sempre, sem exceção, com a participação de um ou mais artistas residentes do ateliê da P28 no Pavilhão 31. Pelo projeto Entrevista já passaram, entre outros, António Olaio, Eduardo Souto Moura, João Tabarra, Jorge Molder, Miguel Palma, Pedro Cabral Santo ou Pedro Cabrita Reis, mas também nomes internacionais como Emir Kusturica, Jason Martin ou Jeff Koons, sendo inúmeras as trocas de experiências e os encontros improváveis propiciados por este projeto.

O projeto Entrevista não se resume às exposições previstas em um ou mais ciclos anuais, do mesmo modo que o trabalho conjunto destas duplas não começa nem termina aqui. À apresentação pública em contexto expositivo do trabalho nascido destes diálogos artísticos soma-se a componente editorial do projeto – a publicação de um catálogo, que reúne o histórico de colaboração do artista convidado com a P28, e problematiza o processo criativo destas parcerias entre artistas, entrecruzadas no antes e agora dos seus percursos pessoais e profissionais.

A P28 é uma estrutura financiada pela República Portuguesa – Cultura/ Direção-Geral das Artes, no âmbito do Programa de Apoio Sustentado às Artes.

Projeto pioneiro implementado em parceria com a Viarco, Nós os Loucos está agora na sua 2ª edição (financiada através do programa da PARTIS & Art for Change, da Fundação Calouste Gulbenkian), depois da sua passagem em 2021/22 por quatro centros psiquiátricos no Norte de Portugal: Hospital Magalhães Lemos (Porto), Centro Hospitalar Conde de Ferreira (Santa Casa da Misericórdia do Porto), Casa de Saúde S. José (ISJD, Areias de Vilar) e Casa de Saúde S. João de Deus (ISJD, Barcelos).

Cabe agora às unidades do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa, Hospital de Sobral Cid (Coimbra), Casa de Saúde do Bom Jesus (Irmãs Hospitaleiras, Braga) e Casa de Saúde do Telhal (Instituto S. João de Deus) acolherem este projeto propiciador de liberdade de criação absoluta em “salas imersivas de desenho” dentro de hospitais e instituições parceiras, onde os materiais de desenho podem ser experimentados nas suas múltiplas vertentes sem constrangimentos ou objetivos pré-determinados.

Nós os Loucos visa a experimentação do desenho enquanto meio de construção de processos criativos. Dirigido a residentes de instituições de saúde mental nacionais (embora também possa acolher alguns artistas “extra muros”), a iniciativa encara o papel do artista enquanto veículo para o despertar da consciência criativa e de guia no caminho a percorrer pelos residentes destas instituições. Pretende-se, através de ferramentas inovadoras de desenho, facilitar o acesso a pessoas com doença mental à experimentação artística livre e ao convívio com artistas inseridos no circuito artístico nacional. Contemplando e proporcionando-lhes ações em diferentes contextos (hospitalar, em imersão, em residência e expositivo), Nós os Loucos tem um duplo foco: identificar e potenciar talento artístico que será apresentado em contexto expositivo, assim como validar processos criativos de desenho, como modelo de suporte de intervenção com vista à mudança.

Pensado por Sandro Resende e José Azevedo, fundadores da P28 – Associação de Desenvolvimento Criativo e Artístico, Manicómio é a etapa natural de continuidade do trabalho desenvolvido ao longo de 20 anos no Hospital Júlio de Matos: depois de trazer a comunidade artística para dentro do hospital, levar o mundo do hospital para fora dos seus muros.

Com este projeto, no início de 2019, inaugurou-se o primeiro espaço de criação e galeria de arte em Portugal dedicada exclusivamente a artistas que têm ou já tiveram experiência de doença mental. Desta feita fora de uma unidade de saúde, integrado num ecossistema de empresas em regime de cowork, este espaço criativo é um local aberto ao público que fomenta a criatividade, a inovação e a cocriação entre artistas e outros agentes.

Só nos quatro primeiros anos, e apesar da ocorrência de uma pandemia, organizaram-se mais de vinte exposições nas instalações do Manicómio na zona do Beato e em múltiplos locais espalhados por todo o território nacional, mas também em Nova Iorque, onde este coletivo participou na Outsider Art Fair. Paralelamente, o Manicómio tem procurado novas oportunidades no cruzamento da prática artística com outras vertentes criativas ou comerciais, sendo disso exemplo a abertura da primeira agência de design e comunicação com criativos com experiência de doença mental. Outros projetos de cariz eminentemente social ou de âmbito comunitário têm sido igualmente implementados, sendo o programa Consultas Sem Paredes o caso mais emblemático.

Com Anastácia Kazmina | Ânia Pais | Filipe Cerqueira (Manicómio) | Henrique Biatto | Hugo Castilho | Joana Duarte | João Motta Guedes | Margarida Bolsa | Mariana Maia Rocha | Martim | Paula König

Curadoria: Lourenço Egreja [Carpe Diem Arte e Pesquisa]

Trata-se de um concurso de prospeção de novos talentos que tem diversos objetivos, entre os quais:

– Dar a conhecer as mais recentes propostas dos artistas que acabam de entrar no mundo da arte, proporcionando, assim, uma visão mais alargada da produção artística nacional contemporânea;

– Criar a oportunidade para a realização da primeira exposição de apresentação de trabalhos, com acompanhamento curatorial e catálogo;

– Propor uma dinâmica competitiva entre as escolas nacionais;

– Cativar o mercado da arte, criando novas possibilidades de aquisição por colecionadores;

– Atribuir prémios que promovam a continuidade da formação artística;

– Apresentar novos talentos do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa.

A iniciativa Arte Jovem, promovida pela Carpe Diem Arte e Pesquisa, passa a partir de 2023 a ser coproduzida e acolhida pela P28. Continuará, porém, a contar com outras parcerias, que englobam um conjunto de diversas entidades, entre as quais Centro Português de Serigrafia, Associação Inter.meada, Abreu Advogados, Galeria This is Not White Cube, LACS, A Base – Escola de Arte e Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa, que, com o patrocínio da Fundação Millennium BCP, apoiam este concurso-prémio dirigido a alunos finalistas dos cursos de artes visuais.

A P28 é uma estrutura financiada pela República Portuguesa – Cultura/ Direção-Geral das Artes, no âmbito do Programa de Apoio Sustentado às Artes.

Com Carlos Ribeiro | Carolina Rocha | Filipa Pestana | Flávia Germano Barra | Frederico Pratas | Irina Kaldewey | João Simões | Patrícia Magalhães | Pedro Freire | R.T. Snott | Tiago Rocha Costa | Vera Máximo | Vicente Saraiva | Zé dos Castelos (P28/Manicómio)

Curadoria: André Almeida e Sousa [A Base]

Exposição que dá a conhecer as várias propostas de trabalho e investigação de 13 artistas que participaram no programa Residências #2 (residência artística d’A Base Escola de Arte na P28) em 2022/2023, assim como o trabalho do artista residente da P28/Manicómio Zé do Castelos.

O Pavilhão 31, gerido pela Associação P28, é um espaço no qual se promove o desenvolvimento artístico no máximo das suas vertentes, reabilitando mentalidades e apostando numa ação de responsabilidade social direcionada para a saúde mental. Tem como premissa a partilha entre artistas tanto conceituados como emergentes e artistas com experiência de doença mental, trabalho que é desenvolvido nos diversos ateliês do Hospital Júlio de Matos.

A P28 associou-se à parceria estabelecida entre A Base Escola de Arte e o Carpe Diem Arte e Pesquisa, que contempla a atribuição de um prémio de residência artística profissionalizante a um dos vencedores do Prémio Arte Jovem Fundação Millennium BCP 2022. O artista plástico Tiago Rocha Costa foi o destinatário deste prémio, sendo um dos participantes nesta exposição.

A P28 é uma estrutura financiada pela República Portuguesa – Cultura/ Direção-Geral das Artes, no âmbito do Programa de Apoio Sustentado às Artes.