É sob o mote Correspondências que se apresenta um conjunto de trabalhos resultantes da residência do Ar.Co na P28, que juntou estudantes do primeiro e segundo anos e do curso noturno de Desenho e Pintura do Ar.Co a artistas residentes no ateliê da P28.

Numa semana de trabalho imersiva, uma parte dos alunos do Ar.Co ocupou o ateliê da P28 e os espaços exteriores do Hospital Júlio de Matos, utilizando o desenho como ferramenta de experimentação, expressão e pensamento, na relação com um novo contexto. Simultaneamente, um segundo grupo, que incluiu artistas utentes do ateliê da P28, esteve presente nas instalações do Ar.Co, em Xabregas. Ali foi desenvolvida uma exploração conjunta, que tomou a ideia de correspondência como ponto de partida para a construção de peças colaborativas.

A exposição nasce da confluência entre duas iniciativas afins: o programa de residências da P28, que visa o intercâmbio formativo com instituições de ensino artístico, e a residência artística fora de portas promovida pelo Ar.Co no final de cada ano letivo.

O ciclo Residência propicia o contacto entre espaços heterogéneos de formação, criação e circulação artística. Pretende-se que as exposições resultantes sejam sustentadas por práticas de trabalho colaborativo, envolvendo alunos, docentes e artistas com experiência de doença mental no exercício conjunto do fazer artístico e da conceção da sua apresentação final, no formato de exposição.

O Ar.Co é apoiado por:

Ministério da Cultura, Desporto e Juventude | Ministério da Educação, Ciência e Inovação | Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social – Instituto do Emprego e Formação Profissional | Câmara Municipal de Lisboa | Câmara Municipal de Almada | Fundação Calouste Gulbenkian | Fundação Carmona e Costa | Fundação Millennium bcp | Fundação Altice Portugal | Fundação Oriente | ICA – Instituto de Cinema e Audiovisual | Kodak | MNAC-Museu Nacional de Arte Contemporânea | MNAZ-Museu Nacional do Azulejo | Balaclava Noir | Biblioteca de Alcântara | EGEAC | Hovione | São Roque Arte Lisboa | Sistema Solar / Documenta | Ana Isabel Cerqueira | Ana Martinho | Cardim de Carvalho | Desmond J. Green | Eunice Cruz | João Santa-Rita | José Luís da Cruz Vilaça | Leonor e António Parreira | Manuela Franco | Maria Ana Vasco Costa | Rui Macieira | Tereza Seabra

A P28 é apoiada por:

Ministério da Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes | Ministério da Saúde / Unidade Local de Saúde de São José | Câmara Municipal de Lisboa

Curadoria: Ar.Co e P28

Equipa Ar.Co:
Coordenação: Marcelo Costa
Equipa pedagógica: Margot Vilaça e Marcelo Costa

Equipa P28:
Elsa Basto
Joana Ramalho
Micaela Fikoff

𝘈 𝘗𝟤𝟪 𝘦́ 𝘶𝘮𝘢 𝘦𝘴𝘵𝘳𝘶𝘵𝘶𝘳𝘢 𝘧𝘪𝘯𝘢𝘯𝘤𝘪𝘢𝘥𝘢 𝘱𝘦𝘭𝘢 𝘙𝘦𝘱𝘶́𝘣𝘭𝘪𝘤𝘢 𝘗𝘰𝘳𝘵𝘶𝘨𝘶𝘦𝘴𝘢𝘊𝘶𝘭𝘵𝘶𝘳𝘢, 𝘑𝘶𝘷𝘦𝘯𝘵𝘶𝘥𝘦 𝘦 𝘋𝘦𝘴𝘱𝘰𝘳𝘵𝘰 / 𝘋𝘪𝘳𝘦𝘤̧𝘢̃𝘰𝘎𝘦𝘳𝘢𝘭 𝘥𝘢𝘴 𝘈𝘳𝘵𝘦𝘴, 𝘯𝘰 𝘢̂𝘮𝘣𝘪𝘵𝘰 𝘥𝘰 𝘗𝘳𝘰𝘨𝘳𝘢𝘮𝘢 𝘥𝘦 𝘈𝘱𝘰𝘪𝘰 𝘚𝘶𝘴𝘵𝘦𝘯𝘵𝘢𝘥𝘰 𝘢̀𝘴 𝘈𝘳𝘵𝘦𝘴.

O projeto Shapeshifters propõe-se explorar, através das artes visuais contemporâneas, o tema da metamorfose nas suas dimensões estética, antropológica e filosófica. Partindo da porosidade das fronteiras entre os reinos mineral, animal, humano e vegetal, o projeto convoca um conjunto de artistas de diversas origens culturais cujas obras abordam a transformação — seja através do corpo, seja através de universos imaginárias que interrogam a relação entre formas, espécies e identidades.

A apresentação do projeto em dois espaços distintos e complementares — a Galeria do Pavilhão 31, em parceria com a Carpe Diem Arte e Pesquisa, e a UCCLA — União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa — reflete uma ambição programática pouco comum no panorama das associações culturais independentes: a de construir um diálogo expositivo entre dois equipamentos culturais de referência em Lisboa, com obras e perspetivas curatoriais que se completam sem se repetirem. A curadoria é da responsabilidade de Katherine Sirois, com co-curadoria de Ricardo Barbosa Vicente na exposição na UCCLA.

O projeto ancora-se numa reflexão mais ampla sobre a metamorfose enquanto força psíquica e cultural com raízes profundas na história da humanidade — das mitologias indiana, egípcia e grega às cerimónias dos povos nativos americanos, aborígenes e africanos; das narrativas do Antigo e Novo Testamentos às lendas, contos populares e ficções contemporâneas. A mutabilidade física, a hibridez e a multiplicidade são constantes transversais às culturas e espiritualidades humanas, e é a partir dessa genealogia vasta que o projeto se situa. Neste enquadramento, a própria prática artística é entendida como um ato metamórfico: os processos de pintar, esculpir, fundir, construir, coser, dobrar, queimar ou reciclar reformam e permutam a matéria, abrindo-a a infinitas possibilidades de formas e aparências.

Shapeshifters afirma-se, assim, como um projeto de alcance simultaneamente artístico, cultural e cívico, que aposta na diversidade de origens dos artistas participantes, na articulação entre espaços e públicos distintos, e na capacidade da arte contemporânea para propor novas configurações do olhar sobre o corpo, a identidade e o mundo natural.

*com base no texto curatorial da exposição, por Katherine Sirois.

Continuidade: de Camouflage a Shapeshifters

Shapeshifters não nasce no vazio. É, em parte, o prolongamento de uma interrogação iniciada com o projeto Camouflage (2025) — também concebido por Katherine Sirois e produzido pela P28 — que explorou as dinâmicas de perceção visual e as estratégias de ocultação, disfarce e dissolução nas artes contemporâneas. Se emCamouflage o gesto central era o de «tornar-se invisível» — fundir-se com o ambiente, subverter o olhar alheio, habitar o espaço intersticial entre o visível e o invisível —, em Shapeshifters esse impulso aprofunda-se e transforma-se: já não se trata de desaparecer, mas de mudar de forma, de transitar entre estados, espécies e identidades.

Há uma continuidade conceptual entre os dois projetos: ambos partem de uma suspeição em relação à fixidez — das formas, dos corpos, das identidades. Em Camouflage, essa suspeição manifestava-se através do padrão, da textura, da mimetização com o entorno. Em Shapeshifters, manifesta-se através da metamorfose, «da porosidade das fronteiras entre o humano, o animal, o vegetal e o mineral». A camuflagem implica uma relação estratégica com o olhar do outro; a metamorfose implica uma transformação mais radical e interior — não apenas parecer diferente, mas tornar-se outro.

Neste sentido, os dois projetos formam um díptico coerente em torno de uma questão comum: o que significa habitar uma forma? E o que acontece quando essa forma se recusa a ser permanente?


𝘈 𝘗𝟤𝟪 𝘦́ 𝘶𝘮𝘢 𝘦𝘴𝘵𝘳𝘶𝘵𝘶𝘳𝘢 𝘧𝘪𝘯𝘢𝘯𝘤𝘪𝘢𝘥𝘢 𝘱𝘦𝘭𝘢 𝘙𝘦𝘱𝘶́𝘣𝘭𝘪𝘤𝘢 𝘗𝘰𝘳𝘵𝘶𝘨𝘶𝘦𝘴𝘢 – 𝘊𝘶𝘭𝘵𝘶𝘳𝘢, 𝘑𝘶𝘷𝘦𝘯𝘵𝘶𝘥𝘦 𝘦 𝘋𝘦𝘴𝘱𝘰𝘳𝘵𝘰 / 𝘋𝘪𝘳𝘦𝘤̧𝘢̃𝘰-𝘎𝘦𝘳𝘢𝘭 𝘥𝘢𝘴 𝘈𝘳𝘵𝘦𝘴, 𝘯𝘰 𝘢̂𝘮𝘣𝘪𝘵𝘰 𝘥𝘰 𝘗𝘳𝘰𝘨𝘳𝘢𝘮𝘢 𝘥𝘦 𝘈𝘱𝘰𝘪𝘰 𝘚𝘶𝘴𝘵𝘦𝘯𝘵𝘢𝘥𝘰 𝘢̀𝘴 𝘈𝘳𝘵𝘦𝘴.

A edição de 2026 do OUTDOOR acontece entre abril e outubro e reúne sete artistas em sete cidades do país.

Lisboa, Setúbal, Évora, Faro, Coimbra, Viseu e Viana do Castelo recebem obras que circulam mensalmente em painéis de publicidade exterior, transformando-os em espaço de encontro com a criação contemporânea.

Participam nesta edição Carla Cabanas, Inês Botelho, Félix Mula, Joana Ramalho, José Pedro Croft, Martinha Maia e Rodrigo Bettencourt. O programa decorre de 1 de abril a 31 de outubro.

Criado em 2012 pela P28 – Associação de Desenvolvimento Criativo e Artístico, OUTDOOR apropria-se de painéis publicitários de grande formato (8x3m) como suporte para a apresentação de obras em espaço urbano.

Em cada edição, sete obras circulam em regime de rotatividade mensal entre diferentes cidades, estabelecendo um programa contínuo de difusão artística no território.

Ao operar sobre um meio associado à comunicação de massas, o projeto reconfigura os dispositivos de publicidade exterior como espaço de visibilidade para a produção artística contemporânea, introduzindo uma deslocação no fluxo visual quotidiano.

Concebidas para este contexto, as obras consideram condições de perceção marcadas pela velocidade, distância e repetição, explorando a relação entre imagem, espaço e público.

A circulação pelas capitais de distrito assegura uma implantação territorial alargada, contribuindo para uma maior equidade no acesso à arte.

Desenvolvido em contínuo e em espaço aberto, OUTDOOR decorre fora dos enquadramentos expositivos convencionais, integrando-se nas dinâmicas urbanas e no ambiente mediático envolvente.

Desde 2012, o projeto afirma-se como um modelo de difusão artística baseado em infraestruturas existentes, de acesso público e gratuito.

Localização dos painéis* e respetiva programação, em julho:

Mercado Municipal Dom Pedro V, Coimbra
José Pedro Croft nasceu no Porto, em 1957, e vive e trabalha em Lisboa. Com um percurso consolidado desde os anos 1980, é uma das figuras centrais da arte contemporânea portuguesa, tendo representado Portugal na Bienal de Veneza em 2017. A sua obra integra importantes coleções públicas e privadas, nacionais e internacionais.

Avenida Túlio Espanca (entrada de Évora pela N114) Évora
Carla Cabanas nasceu em Lisboa, em 1979. Licenciada em Artes Visuais nas Caldas da Rainha, complementou a sua formação na Maumaus e em programas da Fundação Gulbenkian e da Universidade Lusófona. O seu trabalho desenvolve-se em torno do alargamento das fronteiras do meio fotográfico e das questões da memória coletiva, tendo sido apresentado em diversas instituições nacionais e internacionais.

Avenida Calouste Gulbenkian, Faro
Martinha Maia nasceu em 1976, em São Mamede do Coronado, onde vive e trabalha. Licenciada em Artes Plásticas, desenvolve trabalho em desenho, instalação e performance, apresentando regularmente o seu trabalho em exposições individuais e coletivas em Portugal e no estrangeiro.

Largo Marquês de Angeja, Belém, Lisboa
Joana Ramalho nasceu em Lisboa, em 1990. Com formação em pintura e desenho, desenvolve um trabalho marcado pela relação com a escrita e a caligrafia. Expõe regularmente desde a década de 2010 e integra a equipa artística da P28, onde desenvolve atividade no âmbito das artes plásticas.em diversas instituições nacionais e internacionais.

Rua da Cevedeira com a Avenida da Bela Vista, Setúbal
Félix Mula nasceu em Maputo, Moçambique, em 1979. Com formação em artes visuais em Maputo e na Ilha da Reunião, trabalha entre fotografia, vídeo e instalação, articulando práticas artísticas com experiências vividas. É também docente no Instituto Superior de Artes e Cultura, tendo sido distinguido com o prémio Novo Banco Photo em 2016.

Estrada do Cabedelo (Rotunda do Cabedelo), Viana do Castelo
Inês Botelho nasceu em Lisboa, em 1977, cidade onde vive e trabalha. Formada em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e com mestrado pela City University of New York, desenvolve trabalho no campo das artes plásticas, com presença regular em exposições e coleções institucionais.

Rotunda Carlos Lopes (à Av. Monsenhor Cónego António Freire), Viseu
Rodrigo Bettencourt nasceu em Lisboa, em 1969. Com formação em artes plásticas, multimédia e restauro, desenvolve trabalho sobretudo na fotografia, explorando contextos institucionais e museológicos. Paralelamente, exerce atividade como conservador-restaurador e docente.

* link p/ google maps nos endereços


𝘈 𝘗𝟤𝟪 𝘦́ 𝘶𝘮𝘢 𝘦𝘴𝘵𝘳𝘶𝘵𝘶𝘳𝘢 𝘧𝘪𝘯𝘢𝘯𝘤𝘪𝘢𝘥𝘢 𝘱𝘦𝘭𝘢 𝘙𝘦𝘱𝘶́𝘣𝘭𝘪𝘤𝘢 𝘗𝘰𝘳𝘵𝘶𝘨𝘶𝘦𝘴𝘢 – 𝘊𝘶𝘭𝘵𝘶𝘳𝘢, 𝘑𝘶𝘷𝘦𝘯𝘵𝘶𝘥𝘦 𝘦 𝘋𝘦𝘴𝘱𝘰𝘳𝘵𝘰 / 𝘋𝘪𝘳𝘦𝘤̧𝘢̃𝘰-𝘎𝘦𝘳𝘢𝘭 𝘥𝘢𝘴 𝘈𝘳𝘵𝘦𝘴, 𝘯𝘰 𝘢̂𝘮𝘣𝘪𝘵𝘰 𝘥𝘰 𝘗𝘳𝘰𝘨𝘳𝘢𝘮𝘢 𝘥𝘦 𝘈𝘱𝘰𝘪𝘰 𝘚𝘶𝘴𝘵𝘦𝘯𝘵𝘢𝘥𝘰 𝘢̀𝘴 𝘈𝘳𝘵𝘦𝘴.

ID

O rosto é, por tradição, superfície de identificação. É nele que se projetam nome, género, pertença, biografia. Mas é também lugar de desvio e de conflito. Em ID, o retrato deixa de funcionar como garantia de estabilidade para se afirmar como campo problemático — território onde o visível e o invisível se entrecruzam.

Reunindo obras de artistas consagrados e de criadores anónimos — com e sem diagnóstico psiquiátrico — Gonçalo Pena, Hélder Rodrigues, José Luís Neto, Martinha Maia, Micaela Fikoff, Pedro Cabrita Reis, Stella Kaus e Tiago Severino, a exposição ID toma a representação do rosto como ponto de partida para uma reflexão sobre identidade, alteridade e reconhecimento.

Convocando o território simbólico do que Sigmund Freud designou por “id” — instância pulsional e primitiva da psique humana —, o projeto não pretende ilustrar um conceito psicanalítico, mas utilizá-lo como metáfora crítica. O “id” surge aqui como aquilo que antecede a norma e a classificação; como dimensão do sujeito que escapa à fixação identitária e à leitura unívoca.

A exposição parte de representações de rostos produzidas por e sobre pessoas institucionalizadas em contextos psiquiátricos, interrogando as fronteiras entre identidade pessoal, olhar clínico e criação artística. Que diferença existe entre retratar e diagnosticar? Entre representar e classificar? Entre reconhecer e rotular?

Ao colocar em diálogo artistas reconhecidos no campo da arte contemporânea com criadores cuja prática emerge em contextos de institucionalização, ID desmonta hierarquias e questiona categorias de legitimação. A coexistência destas obras no mesmo espaço não procura diluir diferenças, mas expor tensões: entre centro e margem, visibilidade e invisibilidade, reconhecimento artístico e anonimato.

A seleção integra obras previamente existentes e trabalhos desenvolvidos especificamente para o projeto, revelando práticas que oscilam entre testemunho íntimo e fabulação simbólica. Em algumas peças, o rosto aproxima-se do registo autobiográfico; noutras, fragmenta-se, distorce-se ou dissolve-se. Em todas, afasta-se da função de prova identitária para se afirmar como superfície instável, onde a imagem resiste à classificação e onde a identidade se revela como processo.

ID entende o eu não como essência fixa, mas como construção relacional. Aquilo que nos define não reside apenas nos traços que nos distinguem, mas na forma como nos constituímos na relação com o outro. A alteridade não surge como ameaça, mas como condição de possibilidade do próprio sujeito.

Enquanto galeria de projeto, a P28 afirma este espaço como território de investigação crítica sobre os dispositivos da imagem e os regimes de visibilidade. Neste contexto, ID inscreve-se na continuidade de um trabalho que cruza criação artística contemporânea e experiência da doença mental, contribuindo para a desestigmatização através da prática artística e da exposição pública.

Mais do que oferecer respostas, a exposição propõe um exercício coletivo: repensar o rosto não como evidência, mas como construção; não como espelho transparente do eu, mas como matéria plural, atravessada por forças sociais, políticas e psíquicas.


𝘈 𝘗𝟤𝟪 𝘦́ 𝘶𝘮𝘢 𝘦𝘴𝘵𝘳𝘶𝘵𝘶𝘳𝘢 𝘧𝘪𝘯𝘢𝘯𝘤𝘪𝘢𝘥𝘢 𝘱𝘦𝘭𝘢 𝘙𝘦𝘱𝘶́𝘣𝘭𝘪𝘤𝘢 𝘗𝘰𝘳𝘵𝘶𝘨𝘶𝘦𝘴𝘢 – 𝘊𝘶𝘭𝘵𝘶𝘳𝘢, 𝘑𝘶𝘷𝘦𝘯𝘵𝘶𝘥𝘦 𝘦 𝘋𝘦𝘴𝘱𝘰𝘳𝘵𝘰 / 𝘋𝘪𝘳𝘦𝘤̧𝘢̃𝘰-𝘎𝘦𝘳𝘢𝘭 𝘥𝘢𝘴 𝘈𝘳𝘵𝘦𝘴, 𝘯𝘰 𝘢̂𝘮𝘣𝘪𝘵𝘰 𝘥𝘰 𝘗𝘳𝘰𝘨𝘳𝘢𝘮𝘢 𝘥𝘦 𝘈𝘱𝘰𝘪𝘰 𝘚𝘶𝘴𝘵𝘦𝘯𝘵𝘢𝘥𝘰 𝘢̀𝘴 𝘈𝘳𝘵𝘦𝘴.

Com: alunos dos departamentos de Pintura e Desenho do Ar.Co e artistas em residência no ateliê da P28

Dedicada ao fazer conjunto, Pares volta a reunir o Ar.Co – Centro de Arte e Comunicação Visual e a P28, apresentando obras criadas em colaboração, como cadáveres esquisitos, desenhos coletivos e outros dispositivos de trabalho partilhado, nos quais o acaso, o jogo e a negociação entre singularidades assumem um papel estruturante.

Reunindo obras novas e peças de arquivo de dois grupos heterogéneos de artistas — alunos dos departamentos de Pintura e Desenho do Ar.Co e artistas do ateliê da P28 —, a exposição propõe uma imersão em grandes formatos e na expressividade imprevisível que emerge destes encontros, evidenciando o projeto Residências enquanto espaço de aprendizagem mútua, contaminação de práticas e produção situada. Pares afirma-se, assim, como um momento de visibilidade pública de um trabalho desenvolvido ao longo do tempo, assente em modos de produção que valorizam o tempo, a relação e a construção coletiva.

Pares insere-se no âmbito do projeto Residências, desenvolvido pela P28 a partir de protocolos bienais com instituições de ensino artístico, que permitem contextos de trabalho continuado entre artistas em formação e artistas em prática. Estes protocolos funcionam como dispositivos de acompanhamento e produção, criando condições para a experimentação, a partilha de processos e a apresentação pública dos trabalhos resultantes, através de períodos prolongados de trabalho conjunto entre alunos e artistas do ateliê da P28.

𝘈 𝘗𝟤𝟪 𝘦́ 𝘶𝘮𝘢 𝘦𝘴𝘵𝘳𝘶𝘵𝘶𝘳𝘢 𝘧𝘪𝘯𝘢𝘯𝘤𝘪𝘢𝘥𝘢 𝘱𝘦𝘭𝘢 𝘙𝘦𝘱𝘶́𝘣𝘭𝘪𝘤𝘢 𝘗𝘰𝘳𝘵𝘶𝘨𝘶𝘦𝘴𝘢 – 𝘊𝘶𝘭𝘵𝘶𝘳𝘢, 𝘑𝘶𝘷𝘦𝘯𝘵𝘶𝘥𝘦 𝘦 𝘋𝘦𝘴𝘱𝘰𝘳𝘵𝘰 / 𝘋𝘪𝘳𝘦𝘤̧𝘢̃𝘰-𝘎𝘦𝘳𝘢𝘭 𝘥𝘢𝘴 𝘈𝘳𝘵𝘦𝘴, 𝘯𝘰 𝘢̂𝘮𝘣𝘪𝘵𝘰 𝘥𝘰 𝘗𝘳𝘰𝘨𝘳𝘢𝘮𝘢 𝘥𝘦 𝘈𝘱𝘰𝘪𝘰 𝘚𝘶𝘴𝘵𝘦𝘯𝘵𝘢𝘥𝘰 𝘢̀𝘴 𝘈𝘳𝘵𝘦𝘴. Apoio Sustentado às Artes, Biénio 2025-26.

(Entrevista: Pedro Cabral Santo)

Com Pedro Cabral Santo e os oito artistas participantes — Cleia Cunha, Emanuel Andrade, Emídio Aboobacar, Firmina Vaza, Isabel Relvas, Lígia Pinheiro, Maria Vidal e Patrícia Jardim — a P28 inaugura, no dia 27 de novembro, a exposição Black Paintings, White Hearts, dando início à conclusão do seu programa de atividades de 2025 na galeria do Pavilhão 31 do Hospital Júlio de Matos. Em paralelo, é projetado o vídeo Entrevista: Pedro Cabral Santo, que regista a conversa do artista com Cleia Cunha e Emídio Aboobacar, residentes no ateliê da P28.

Electric dreams before romantic skies
27 de novembro de 2025 a 31 de janeiro de 2026
Segunda-feira a Domingo: 00h – 24h

Painel P28 no Largo Marquês de Angeja, Belém, Lisboa

Dando continuidade a uma longa lista de criadores que integraram o Projeto ENTREVISTA — entre eles Cabrita Reis, Jeff Koons, Jason Martin, Emir Kusturica, Jorge Molder ou, mais recentemente, João Louro — Pedro Cabral Santo assume agora o papel de artista convidado, naquela que é habitualmente a iniciativa que encerra o ciclo anual de atividades da P28.

Para este desafio, Cabral Santo centrou-se na tradição das “pinturas negras”, orientando oito artistas do ateliê da P28 numa ação performativa e colaborativa de pintura em telas de grandes dimensões (2,5x2m), em 8 combinações diferentes de 3 cores primárias e secundárias, que agora se exibe.

Em simultâneo, Cabral Santo ocupará o painel publicitário da P28 em Lisboa — no Largo Marquês de Angeja, à Avenida da Índia, junto ao Museu dos Coches e diante do MAAT Central, em Belém — com uma antologia de obras da série Electric dreams before romantic skies, apresentadas em itinerância nacional, na edição do projeto Outdoor 2024.

No epicentro do trabalho desenvolvido pela P28 desde a sua fundação tem estado a promoção do contacto entre artistas doentes aí residentes e artistas profissionais, convidados para coletivas de artes visuais. A proposta do projeto ENTREVISTA consiste numa troca de papéis entre artista convidado e artistas do Ateliê de Artes Plásticas do Serviço de Reabilitação do Hospital Júlio de Matos, que resulta num “duplo projeto”, quer no sentido da legitimação dos artistas doentes mentais com quem a P28 tem desenvolvido um trabalho continuado de formação e programação desde 2001, quer por contar com a edição de uma publicação relativa a esta e outras colaborações anteriores de Pedro Cabral Santo.

Cabral Santo é artista plástico, curador, investigador e professor, tendo-se formado em Pintura e Escultura nas Faculdades de Belas-Artes de Lisboa e do Porto.
Artista com reconhecimento internacional, a sua obra caracteriza-se por uma reflexão crítica sobre a arte contemporânea, explorando linguagens híbridas e processos multimédia que questionam a materialidade, o estatuto e a função da arte. São centrais no seu trabalho a crítica à sociedade de consumo, a relação entre memória e iconoclastia e a revisitação da história da arte através de recombinações simbólicas e conceptuais. As suas instalações, frequentemente de carácter cenográfico, convocam o envolvimento do espectador e promovem uma leitura aberta, baseada na deriva, na associação e na desmontagem de significados. A dimensão política está igualmente presente, tanto na obra como na curadoria, abrindo espaço a interrogações sobre o papel do artista e da arte face aos fenómenos sociopolíticos contemporâneos.
O trabalho de Pedro Cabral Santo destaca-se pelo pensamento estético rigoroso, pelo cruzamento de meios e disciplinas e por uma prática curatorial ativa que prolonga no espaço expositivo as questões que a sua produção artística levanta, sempre num diálogo atento com a complexidade cultural e social do presente.

𝘈 𝘗𝟤𝟪 𝘦́ 𝘶𝘮𝘢 𝘦𝘴𝘵𝘳𝘶𝘵𝘶𝘳𝘢 𝘧𝘪𝘯𝘢𝘯𝘤𝘪𝘢𝘥𝘢 𝘱𝘦𝘭𝘢 𝘙𝘦𝘱𝘶́𝘣𝘭𝘪𝘤𝘢 𝘗𝘰𝘳𝘵𝘶𝘨𝘶𝘦𝘴𝘢 – 𝘊𝘶𝘭𝘵𝘶𝘳𝘢, 𝘑𝘶𝘷𝘦𝘯𝘵𝘶𝘥𝘦 𝘦 𝘋𝘦𝘴𝘱𝘰𝘳𝘵𝘰 / 𝘋𝘪𝘳𝘦𝘤̧𝘢̃𝘰-𝘎𝘦𝘳𝘢𝘭 𝘥𝘢𝘴 𝘈𝘳𝘵𝘦𝘴, 𝘯𝘰 𝘢̂𝘮𝘣𝘪𝘵𝘰 𝘥𝘰 𝘗𝘳𝘰𝘨𝘳𝘢𝘮𝘢 𝘥𝘦 𝘈𝘱𝘰𝘪𝘰 𝘚𝘶𝘴𝘵𝘦𝘯𝘵𝘢𝘥𝘰 𝘢̀𝘴 𝘈𝘳𝘵𝘦𝘴. Biénio 2025-26.

A exposição coletiva Camouflage explora dinâmicas de percepção visual no campo da arte contemporânea através de uma seleção de autores que expressam aspectos e estratégias de camuflagem no seu trabalho.

A P28 – Associação para o Desenvolvimento Criativo e Artístico inaugura a 15 de novembro, na Casa d’Avenida, em Setúbal, a segunda parte da exposição “Camouflage”, uma mostra coletiva que reúne artistas contemporâneos nacionais e internacionais cujas práticas exploram estratégias e linguagens de camuflagem. Este segundo capítulo sucede à primeira apresentação do projeto, realizada em Lisboa, nos meses de maio e junho, na Galeria do Pavilhão 31.

A pertinência de uma segunda exposição dedicada à camuflagem resulta da profunda riqueza histórica e conceptual deste tema, com forte presença nas artes do século XX e na produção contemporânea. A amplitude e atualidade deste universo visual e simbólico motivaram o desdobramento do projeto em dois momentos distintos, permitindo revelar diferentes perspectivas sobre o “tornar-se invisível”, o disfarce e a fusão com o ambiente.

A exposição reúne um conjunto diversificado de artistas: Carlos Aires, Catarina Leitão, Charlie Chaplin, David Maljkovic, Edgar Martins, Erik Samakh, Fernando Conduto, John Trashkowsky, Kiluanji Kia Henda, Lia Chaia, Miguel Palma, Micaela Fikoff, Oscar Tuazon, Pedro Valdez Cardoso, Pedro Vaz, Rosa Carvalho, Sara & André e Victor Pires Vieira. Participam também quatro artistas que integraram o primeiro capítulo da mostra em Lisboa — Catarina Leitão, Miguel Palma, Pedro Valdez Cardoso e Edgar Martins — sublinhando a continuidade e aprofundamento da investigação artística em torno da camuflagem.

A curadora Katherine Sirois destaca que a camuflagem, enquanto prática visual, alterou códigos tradicionais de representação, deslocando o olhar do espectador de uma lógica de revelação para uma poética da ocultação. Segundo a curadora, a capacidade de se fundir com o ambiente — física, social ou simbolicamente — convoca estratégias que atravessam campos tão diversos como a história militar, a biologia, a moda, a arquitetura e as artes visuais, refletindo modos de sobrevivência, adaptação e resistência.

Historicamente enraizada nos comportamentos do reino animal e amplamente apropriada pelas práticas humanas, a camuflagem articula mecanismos de disfarce, desvio e dissolução visual. Na transição para o século XX, as primeiras formulações modernas deste conceito surgiram do estudo atento da natureza, influenciando também movimentos artísticos de vanguarda que exploraram o reducionismo, a abstração, a fragmentação e os efeitos ópticos.

Na Casa d’Avenida, o público encontra obras que abordam a camuflagem não apenas enquanto padrão visual, mas como metáfora social e psicológica, atravessando temas como identidade, conflito, vigilância, invisibilidade social e mecanismos de adaptação quotidiana. A artista residente da P28 Micaela Fikoff apresenta uma nova obra concebida especialmente para esta exposição.

Recorda-se que a primeira parte de “Camouflage” decorreu na Galeria do Pavilhão 31, no Hospital Júlio de Matos, e contou com a participação de artistas como Christo, Andy Warhol e Daniel Gustav Cramer. A programação inclui ainda um workshop de produção de papel artesanal reciclado com Lucas Almeida, inspirado no tema da camuflagem, em data a anunciar e mediante inscrição.

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10.ª Edição do Concurso-Prémio Arte Jovem Fundação Millennium bcp, organizado pelo Carpe Diem Arte e Pesquisa (CDAP) em co-produção com a P28 – Associação de Desenvolvimento Criativo e Artístico.

A exposição coletiva Arte Jovem (AJ ’25) estará patente na Galeria da P28, no Pavilhão 31 do Hospital Júlio de Matos (ULSSJ), até ao dia 15 de novembro, reunindo os artistas selecionados de um concurso aberto a todos os finalistas do ensino artístico superior nacional, no qual foram convidadas a participar todas as Escolas Superiores de Ensino Artístico em território português.

O Concurso Arte Jovem Carpe Diem Arte e Pesquisa, iniciado em 2016, nasceu da vontade de criar uma plataforma que permita aos recém-licenciados — e ao público em geral — refletir sobre o que significa hoje construir uma carreira artística e enfrentar os desafios que ela implica.
Um júri convidado analisa os portefólios apresentados e seleciona os participantes da exposição coletiva, que este ano, mais uma vez, se realiza na galeria do Pavilhão 31, espaço gerido pela P28.

A 10.ª edição conta com a participação de André Rodrigues (FBAUL), Beatriz Banha (Universidade Lusófona), Cheila Garcia (ESAD Caldas da Rainha), Diogo Nogueira (ESAD Caldas da Rainha), Madalena Fezas Vital (Ar.Co), Maria Máximo (FBAUL), Monika Pietryga (Ar.Co), Patrícia Assis (FBAUL), Regina Silva (FBAUL), Samuel Ferreira (FBAUL), Teresa Supico (Ar.Co) e Tiago Bento (P28).

As obras a concurso foram avaliadas por um júri composto por Giulia Lamoni (curadora), José Carlos Santana Pinto (colecionador) e Nuno Venâncio (artista plástico). A curadoria da edição de 2025 é assegurada por Katherine Sirois.

Numa segunda fase, o júri distingue os artistas com diversos prémios e residências, gentilmente cedidos ou patrocinados por:
Fundação Millennium bcp, Centro Português de Serigrafia, Associação Inter.meada, RAMA Residências Artísticas da Maceira, Córtex Frontal, Galeria Kubik, Galeria Plato, Centro Cultural Cabo Verde, Museu do Caramulo, Abreu Advogados, LACS Avenida 24 de Julho, Liquitex, colecionadores privados e João Luís Traça.

Será igualmente editado um catálogo, lançado no final da exposição, reunindo textos e imagens das obras de cada artista, funcionando como uma verdadeira “carte de visite” dos selecionados.

Realizar um concurso desta natureza implica riscos — as propostas apresentadas podem ainda ser promessas —, mas representa, sobretudo, uma aposta em colmatar uma lacuna no panorama artístico nacional: a escassez de plataformas que promovam a experimentação, a descoberta e a abertura de novos caminhos nas artes visuais, tanto para os artistas como para o público.

A organização agradece o apoio das instituições de ensino artístico, o patrocínio da Fundação Millennium bcp e a colaboração do Centro Português de Serigrafia, Associação Inter.meada, RAMA, Córtex Frontal, Galeria Kubik, Galeria Plato, CCCV – Centro Cultural Cabo Verde, Museu do Caramulo, Abreu Advogados, LACS, Liquitex, bem como o contributo dos colecionadores anónimos e de João Luís Traça.

𝘈 𝘗𝟤𝟪 𝘦́ 𝘶𝘮𝘢 𝘦𝘴𝘵𝘳𝘶𝘵𝘶𝘳𝘢 𝘧𝘪𝘯𝘢𝘯𝘤𝘪𝘢𝘥𝘢 𝘱𝘦𝘭𝘢 𝘙𝘦𝘱𝘶́𝘣𝘭𝘪𝘤𝘢 𝘗𝘰𝘳𝘵𝘶𝘨𝘶𝘦𝘴𝘢 – 𝘊𝘶𝘭𝘵𝘶𝘳𝘢, 𝘑𝘶𝘷𝘦𝘯𝘵𝘶𝘥𝘦 𝘦 𝘋𝘦𝘴𝘱𝘰𝘳𝘵𝘰 / 𝘋𝘪𝘳𝘦𝘤̧𝘢̃𝘰-𝘎𝘦𝘳𝘢𝘭 𝘥𝘢𝘴 𝘈𝘳𝘵𝘦𝘴, 𝘯𝘰 𝘢̂𝘮𝘣𝘪𝘵𝘰 𝘥𝘰 𝘗𝘳𝘰𝘨𝘳𝘢𝘮𝘢 𝘥𝘦 𝘈𝘱𝘰𝘪𝘰 𝘚𝘶𝘴𝘵𝘦𝘯𝘵𝘢𝘥𝘰 𝘢̀𝘴 𝘈𝘳𝘵𝘦𝘴.

FBAUL em residência 2024-25

Dois minutos e quarenta e três segundos é o intervalo médio entre a aterragem ou descolagem dos aviões que sobrevoam o Hospital Júlio de Matos, cujo ruído ensurdecedor marca a cadência da vida de quem o habita.

A exposição 2’43” reúne novas obras em fotografia de estudantes do Departamento de Arte Multimédia da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL) e de artistas residentes no ateliê da P28, associação que mantém uma galeria de arte contemporânea e um espaço de criação para artistas com experiência de doença mental naquele hospital.

Esta mostra resulta de um programa de residência artística que, no âmbito da unidade curricular de Fotografia Contemporânea, lecionada pelo artista José Luís Neto, levou estudantes a partilhar o espaço do ateliê da P28 e a desenvolver projetos lado a lado com os artistas que o integram. A exposição apresenta trabalhos autorais selecionados, desenvolvidos ao longo de um semestre lectivo.

A iniciativa insere-se no Projeto Residências, que desde 2023 tem promovido encontros criativos entre estudantes de instituições de ensino artístico e residentes da P28, incentivando a experimentação e a partilha de processos artísticos.

Os trabalhos agora apresentados são o resultado dessa experiência conjunta, onde contextos distintos e subjetividades diversas se cruzam, oferecendo um olhar sobre novíssimas práticas artísticas contemporâneas em fotografia. A exposição afirma, assim, a importância de plataformas de colaboração e inclusão que, como a P28, se têm afirmado como referência na abertura de novos caminhos no panorama artístico nacional.



𝘈 𝘗𝟤𝟪 𝘦́ 𝘶𝘮𝘢 𝘦𝘴𝘵𝘳𝘶𝘵𝘶𝘳𝘢 𝘧𝘪𝘯𝘢𝘯𝘤𝘪𝘢𝘥𝘢 𝘱𝘦𝘭𝘢 𝘙𝘦𝘱𝘶́𝘣𝘭𝘪𝘤𝘢 𝘗𝘰𝘳𝘵𝘶𝘨𝘶𝘦𝘴𝘢 – 𝘊𝘶𝘭𝘵𝘶𝘳𝘢, 𝘑𝘶𝘷𝘦𝘯𝘵𝘶𝘥𝘦 𝘦 𝘋𝘦𝘴𝘱𝘰𝘳𝘵𝘰 / 𝘋𝘪𝘳𝘦𝘤̧𝘢̃𝘰-𝘎𝘦𝘳𝘢𝘭 𝘥𝘢𝘴 𝘈𝘳𝘵𝘦𝘴, 𝘯𝘰 𝘢̂𝘮𝘣𝘪𝘵𝘰 𝘥𝘰 𝘗𝘳𝘰𝘨𝘳𝘢𝘮𝘢 𝘥𝘦 𝘈𝘱𝘰𝘪𝘰 𝘚𝘶𝘴𝘵𝘦𝘯𝘵𝘢𝘥𝘰 𝘢̀𝘴 𝘈𝘳𝘵𝘦𝘴.

Ar.Co em residência, 2024-25

É sob o mote Tudo é Muito e Muito Pouco que se apresenta um conjunto de trabalhos resultantes da residência do Ar.Co na P28, que juntou estudantes do primeiro e segundo anos e do curso noturno de Desenho e Pintura do Ar.Co a artistas residentes no ateliê da P28.

Numa semana de trabalho imersiva, uma parte dos alunos do Ar.Co ocupou o ateliê da P28 e os espaços exteriores do Hospital Júlio de Matos, utilizando o desenho como ferramenta de experimentação, expressão e pensamento, em relação com um novo contexto. Simultaneamente, um segundo grupo, que incluiu artistas utentes do ateliê da P28, esteve presente nas instalações do Ar.Co, em Xabregas. Ali foi desenvolvida uma exploração conjunta da cerâmica, que tomou os fragmentos de peças partidas como pontos de partida para a construção de novas peças.

A exposição nasce da confluência entre duas iniciativas afins: o programa de residências da P28, que visa o intercâmbio formativo com instituições de ensino artístico, e a residência artística fora de portas promovida pelo Ar.Co no final de cada ano letivo.

O ciclo Residências, promovido pela P28 em continuidade desde 2023, propicia o contacto entre espaços heterogéneos de formação, criação e circulação artística. Pretende-se que as exposições resultantes sejam sustentadas por práticas de trabalho colaborativo, envolvendo alunos, docentes e artistas com experiência de doença mental no exercício conjunto do fazer artístico e da conceção da sua apresentação final, no formato de exposição.

O Ar.Co é apoiado por:
Ministério da Cultura | Ministério da Educação, Ciência e Inovação – Ciência Viva | Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social – Instituto do Emprego e Formação Profissional | Câmara Municipal de Lisboa | Câmara Municipal de Almada | Fundação Calouste Gulbenkian | Fundação Carmona e Costa | Fundação Millennium bcp | Fundação Altice Portugal | Fundação Oriente | ICA – Instituto de Cinema e Audiovisual | Kodak | MNAC-Museu Nacional de Arte Contemporânea | MNAZ – Museu Nacional do Azulejo | Balaclava Noir | Biblioteca de Alcântara | Lisboa Cultura | Hovione | São Roque Arte Lisboa | Sistema Solar / Documenta | Ana Isabel Cerqueira | Ana Martinho | Cardim de Carvalho | Desmond J. Green | Eunice Cruz | João Santa-Rita | José Luís da Cruz Vilaça | Leonor e António Parreira | Manuela Franco | Rui Macieira | Tereza Seabra

𝘈 𝘗𝟤𝟪 𝘦́ 𝘶𝘮𝘢 𝘦𝘴𝘵𝘳𝘶𝘵𝘶𝘳𝘢 𝘧𝘪𝘯𝘢𝘯𝘤𝘪𝘢𝘥𝘢 𝘱𝘦𝘭𝘢 𝘙𝘦𝘱𝘶́𝘣𝘭𝘪𝘤𝘢 𝘗𝘰𝘳𝘵𝘶𝘨𝘶𝘦𝘴𝘢 – 𝘊𝘶𝘭𝘵𝘶𝘳𝘢, 𝘑𝘶𝘷𝘦𝘯𝘵𝘶𝘥𝘦 𝘦 𝘋𝘦𝘴𝘱𝘰𝘳𝘵𝘰 / 𝘋𝘪𝘳𝘦𝘤̧𝘢̃𝘰-𝘎𝘦𝘳𝘢𝘭 𝘥𝘢𝘴 𝘈𝘳𝘵𝘦𝘴, 𝘯𝘰 𝘢̂𝘮𝘣𝘪𝘵𝘰 𝘥𝘰 𝘗𝘳𝘰𝘨𝘳𝘢𝘮𝘢 𝘥𝘦 𝘈𝘱𝘰𝘪𝘰 𝘚𝘶𝘴𝘵𝘦𝘯𝘵𝘢𝘥𝘰 𝘢̀𝘴 𝘈𝘳𝘵𝘦𝘴.