Exposição: Praça de táxis e um aeroporto
Dando sequência a uma já extensa lista de participantes (onde se incluem Pedro Cabrita Reis, Jeff Koons, Jason Martin, Emir Kusturica ou, mais recentemente, Jorge Molder), João Louro é desta feita o artista convidado de Entrevista, projeto com o qual a P28 costuma concluir o seu ciclo de atividades anual.
Artista de renome internacional, o seu corpus de pesquisa prende-se com as relações entre linguagem, imagem, memória coletiva e cultura popular, refletindo, deste modo e num processo de revisão, sobre a atualidade na iconografia contemporânea.
Na exposição Praça de táxis e um aeroporto está patente A Morte de Ubu, instalação que se torna a apresentar após uma anterior participação no projeto Contentores, em 2019. A instalação explora o poder da narrativa e a desconstrução dos ícones culturais, remetendo para a peça de teatro Ubu Roi (1896), de Alfred Jarry, e destacando questões de autoritarismo e absurdidade. Tal como em anteriores criações, como as séries Blind Images ou Dead Ends, Louro desafia a perceção do espectador, questionando a hierarquia entre (con)texto e imagem. A Morte de Ubu expande esta reflexão, com ênfase na subversão dos significados pré-estabelecidos.
Em diálogo, apresenta-se na galeria um conjunto de trabalhos da autoria de José Jorge Monteiro (residente na Cercica – Cooperativa de Educação, Reabilitação e Capacitação para a Inclusão em Cascais), assente em desenho geométrico de carros de diferentes escalas. Em sala anexa, projeta-se o vídeo Entrevista: João Louro, à conversa com a artista e poeta Cláudia R. Sampaio.
Esta apresentação será complementada por uma publicação antológica do histórico de colaborações de João Louro com a P28, à semelhança do já produzido com Pedro Cabrita Reis ou Jorge Molder, em parceria com a editora Stolen Books.
𝘈 𝘗𝟤𝟪 𝘦́ 𝘶𝘮𝘢 𝘦𝘴𝘵𝘳𝘶𝘵𝘶𝘳𝘢 𝘧𝘪𝘯𝘢𝘯𝘤𝘪𝘢𝘥𝘢 𝘱𝘦𝘭𝘢 𝘙𝘦𝘱𝘶́𝘣𝘭𝘪𝘤𝘢 𝘗𝘰𝘳𝘵𝘶𝘨𝘶𝘦𝘴𝘢 – 𝘊𝘶𝘭𝘵𝘶𝘳𝘢, 𝘑𝘶𝘷𝘦𝘯𝘵𝘶𝘥𝘦 𝘦 𝘋𝘦𝘴𝘱𝘰𝘳𝘵𝘰 / 𝘋𝘪𝘳𝘦𝘤̧𝘢̃𝘰-𝘎𝘦𝘳𝘢𝘭 𝘥𝘢𝘴 𝘈𝘳𝘵𝘦𝘴, 𝘯𝘰 𝘢̂𝘮𝘣𝘪𝘵𝘰 𝘥𝘰 𝘗𝘳𝘰𝘨𝘳𝘢𝘮𝘢 𝘥𝘦 𝘈𝘱𝘰𝘪𝘰 𝘚𝘶𝘴𝘵𝘦𝘯𝘵𝘢𝘥𝘰 𝘢̀𝘴 𝘈𝘳𝘵𝘦𝘴.