Fora do Algoritmo — Residência FBAUL 2025/26

Data de inauguração: 17.09.2026
18.09.2026 – 10.10.2026

Quarta-feira a Sábado: 14h – 19h. Encerra feriados.

Alice Caldeira, Beatriz Silva Santos, Catarina Oliveira, Heitor Rosa, Inês Fraião, Irene Nunes (P28), Jasmine Pereira, Lucas Horta, Luísa Lóio, Mafalda Montoito, Marco Marinho, Margarida Fernandes, Pedro Ventura (P28), Roxanne Augusto, Rui Gil, Teresa Pereira, Vera de Gusmão, Wilson Montoya

Galeria do Pavilhão 31 | Hospital Júlio de Matos | Av. do Brasil, n.º 53 (entrada Rua das Murtas)

Fora do Algoritmo reúne trabalhos desenvolvidos por alunos de Audiovisuais do segundo ano da licenciatura em Arte Multimédia e por artistas do ateliê da P28, sob orientação de Susana de Sousa Dias, no âmbito de uma colaboração entre a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e a P28.

Apresentada na Galeria do Pavilhão 31, a exposição integra o projeto Residências, através do qual a P28 tem vindo a estabelecer relações de trabalho continuado com diferentes instituições de ensino artístico. O projeto procura aproximar espaços, práticas e experiências de formação distintas, criando condições para a experimentação, a partilha de processos e a apresentação pública dos trabalhos realizados.

Nesta edição, a imagem em movimento constitui o ponto de partida para um conjunto de pesquisas que atravessam diferentes meios e procedimentos. Programas digitais e sistemas de geração e transformação de som e de imagem articulam-se com processos analógicos, materiais de arquivo e filmagens captadas do real.

A passagem para o espaço expositivo introduz também outras relações entre as obras, a arquitetura, o som e o espectador. Com Fora do Algoritmo, o projeto Residências prossegue a criação de contextos de encontro entre formação artística, produção contemporânea e experiência pública da obra.

Vivemos num contexto em que uma parte crescente da produção e recepção de imagens é atravessada por sistemas de previsão, reconhecimento e classificação. A sua circulação tende a privilegiar formas imediatamente identificáveis, próximas daquilo que já conhecemos. Neste contexto, criar pode significar precisamente introduzir uma margem de indeterminação.

O termo «algoritmo» é usado aqui num sentido amplo, como um conjunto de operações orientadas por regras prévias: uma lógica muito anterior ao universo digital, hoje amplificada por sistemas computacionais de seleção, comparação e antecipação. Os trabalhos reunidos nesta exposição utilizam programas digitais e sistemas de geração e transformação de som e de imagem, em articulação com processos analógicos, materiais de arquivo e filmagens captadas do real. O que está em causa é preservar, no interior desses dispositivos e procedimentos, aquilo que resiste à antecipação e codificação.

Estas obras não constituem um programa comum nem procuram responder a uma mesma questão. Aproximam-se, antes, através de certas operações: tornar perceptível o que habitualmente permanece invisível; trabalhar a ausência e o vestígio; desmontar e reconstruir imagens; imaginar corpos improváveis; perturbar as relações entre espaço, som e percepção; fazer surgir um mundo a partir de uma imagem.”

(Susana de Sousa Dias)

 

Curadoria: FBAUL e P28

Coordenação: Susana de Sousa Dias e André Gonzaga

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